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21 de Setembro de 2018
 
 
 

A cidade de Itajubá foi fundada pelo dinâmico e inteligente sacerdote Pe. Lourenço da Costa Moreira - nascido em 15 de maio de 1778, em Portugal (em São Tiago de Mouquim, do Concelho da Vila Nova do Famalicão, Arcebispado de Braga), faleceu em 1855, com 77 anos, em Itajubá, onde foi sepultado.

Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de São Paulo, a cuja Diocese então Itajubá pertencia, visitando esta Paróquia nos idos do século passado, sentiu a falta da escritura comprovante da doação da larga faixa de terreno feita por Francisco Alves. Assim, deixou ele escrito no Livro de Tombro: - “Em 19 de Março de 1819, festa de São José, teve lugar a celebração da primeira Missa na pequena ermida dedicada a essa invocação, cumprindo notar que, para isso, havia o finado cidadão Francisco Alves feito doação, no lugar, do terreno necessário para o patrimônio da Igreja, que deveria mais tarde ser paroquial” – (Este patrimônio existe e pertence por força do direito à atual Igreja paroquial sob a invocação de Nossa Senhora da Soledade, desde que a ermida de São José, deixando de existir, foi substituída pela Matriz ora existente).

Em 16 de maio de 1822, por decisão episcopal de Dom Mateus de Abreu Pereira, o povoado da Boa Vista do Sapucaí foi considerado um “curato”. Foi construído o 1º templo – edificado no mesmo local da 1ª ermida de sapé e da atual e belíssima Matriz Nossa Senhora da Soledade: provisão passada em São Paulo aos 4 de outubro de 1822 e assinada pelo Bispo D. Mateus de Abreu Pereira. Em 14 de julho de 1832 foi criada a “Paróquia” na Povoação da Boa Vista do Sapucaí. Ainda num clima hostil, os dois arraiais lutavam por sua soberania!

Somente em 27 de setembro de 1856, o Bispo Dom Antonio Joaquim de Melo, Bispo de São Paulo, definiu as divisas das duas localidades em conflito. Em 7 de janeiro de 1859, por determinação do Bispo, o então Vigário (hoje “Pároco”) de Itajubá – Pe. Guido Antonio de Paula e Silva, fez a entrega dos Livros de assentamentos e demais pertences da Soledade de Itajubá (atual Delfim Moreira) ao seu Pároco nomeado – Pe. Benedito Teixeira da Silva Pinto. Cessou assim a pendência que durou 40 anos entre as duas sedes dedicadas à Virgem da Soledade.
Pe. Lourenço não viu a coroação de seus esforços para a grande vitória da cidade que fundara, e cuja profecia, ali, naquele lugar começava a ser cumprida: - “em breve tempo será uma das vilas de nome”-

E Nossa Senhora da Soledade, a Padroeira da cidade, é também a Padroeira da Paróquia desde os primórdios de nossa História Itajubense.

Várias reformas foram feitas no templo: todas as “cinco” edificadas no mesmo local da atual. A 2ª capela, construída em 1832, a 3ª em 1873 e inaugurada em 16 de março de 1884 – lateralmente ficava o campanário que foi fundido em 1857 na cidade de Campanha, MG. A fachada já deixava muito a desejar e, assim em 1906 foi reformada sendo construída a torre para abrigar o sino, que é o mesmo desde 1857. Sob os cuidados do construtor Moisés Luigi, Cônego José Salomon inaugurou a 4ª Matriz em 1912. Quando a Paróquia foi entregue aos Missionários do Sagrado Coração, em 1926, Pe. João Baptista van Royen sentiu necessidade de ampliar a Matriz, um tanto pequena e em desacordo com o progresso da cidade. Reunindo os paroquianos expôs a idéia e o povo deu-lhe o voto de confiança, escolhendo-o para Presidente da Comissão “pro construção” da nova Matriz. O construtor que dirigiu a obra foi o Dr. Conrado Zepff. Demolida totalmente a 4ª Matriz, em julho de 1926, a 15 de agosto foi benta a pedra fundamental e a 26 de maio de 1927, ainda com andaimes e telhas à vista, já se realizava o culto divino em seu interior. Em 1934 o 2º Pároco mSC Pe. Arnaldo Geerts inaugurou o nosso belíssimo templo, a 5ª Matriz.

Muitas reformas aconteceram ao longo desses anos para a conservação e manutenção DA “Casa da Senhora da Soledade”. Em 1957 foi pintada pelo artista holandês Henk Asperslagh e conservada até hoje.

Itajubá só teve uma Paróquia até 8 de dezembro de 1958, quando da Senhora da Soledade foi desmembrada a primeira parcela que se tornou a “Paróquia de São José Operário”, depois a da “Sagrada Família” (Piedade e adjacentes) em 25 de julho de 1988 e, finalmente, em 30/01/1994, desprendeu-se a de “São Benedito, no bairro da Varginha e adjacentes. Todas essas novas Paróquias são frutos do trabalho de Evangelização de nossos abnegados missionários do Sagrado Coração de Jesus que, há sete décadas formam espiritualmente as gerações itajubenses, fazendo de nossa terra a “Cidade Eucarística”, a “Cidade Mariana”.

Lia Rennó Ribeiro Costa

 
 
 
 
 
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